
Não é fácil. Não é fácil, depois de amar-te tantas vezes, esquecer-te, olhar nos teus olhos e sentir que não há regresso.
Quando me disses-te adeus, aceitei que tinha que te esquecer para me salvar, mas não consigo.
É inevitável não pensar em ti todas as noites, todos os nossos bons e maus momentos.
E, depois destes dias, de te ter ao meu lado, sem te puder beijar, sem te puder abraçar, sem puder dizer-te que sim, que ainda te amo como a primeira vez, aquela tarde de Inverno, fiquei ainda pior.
Quero fugir, o meu mal é ver-te. O teu olhar não sai do meu pensamento e dá-me um aperto no coração de pensar que não te tenho.
Eu tento, juro que tento, mas é mais forte que eu, não sei como é que roubas-te assim a minha alma, o meu coração, a minha vida, os meus sentidos.
E ainda me questiono mais quando penso porque razão o fizeste se desapareces-te incógnitamente, depois de um Inverno frio em que me aqueceste o coração.
Quero olhar-te de frente e sentir que me olhas profundamente, quero sentir as tuas mãos e o fogo das tuas carícias.
Quero sonhar que estou ao teu lado e que ao acordar és meu companheiro, mas, acordo e sei que não és meu.
Sei que podes ter adormecido noutros braços, acordado numa cama fria que não te dá tanto amor como eu. Perdes-te apenas por um prazer, um passatempo, porque, embora não me dês valor, sabes muito bem que apesar de adormeceres noutros braços é para mim que voltas sempre, é de mim que tens saudades e são dos meus carinhos e da maneira como te abraço que sentes falta. Nunca saberei se me amas de verdade.